Manifesto UFPI 2011
Só Deus e eu sabemos o quanto foi difícil pra mim escrever esse POST, depois de tanto ter que lutar contra a preguiça para que isso fosse possível, principalmente depois do final de semana de repouso involuntário, resumido a filmes, leituras e muita, muita preguiça. Mas como não podia quebrar a promessa e deixar-nos na mão, a disposição chegou e todos viveram felizes para sempre...
O esperado fim de semana teve inicio de maneira até que agitada, o que de certa forma acabou alimentando ilusoriamente as minhas perspectivas de dar inicio ao processo de exploração e socialização integral nessa cidade. Antecedida por uma quinta-feira “chuvosa” responsável pela falta de energia temporária no campus e no bairro, que acarretou a suspensão da segunda aula pelo próprio professor, proporcionando uma espécie de recreio extra e as escuras, onde só as luzes dos celulares orientavam, na atrasada, mas agradável apresentação da turma de administração 2011.1. A sexta-feira também trazia algumas opções de programas, o primeiro deles foi o encerramento dos protestos idealizado pelos estudantes de psicologia da UFPI, que teve inicio com a paralisação das atividades e diversos manifestos desde o começo da semana e organizou uma caminhada que contou com a participação de vários estudantes de vários cursos da UFPI, juntamente com alguns cursos da UESPI, que juntos reivindicavam melhorias nas estruturas físicas e educacionais das instituições, uma causa nobre e um motivo plausível, saímos da UFPI até a Praça da Graça (centro), o que dá uma média de 3,5 km (Google) o clima infelizmente em nada se assemelhava ao da noite anterior, iniciou às 10 da manhã (o que aqui na Parnaíba é equivalente um forno em temperatura média) e teve fim por volta de meio dia, por ai, com direito a vasta cobertura da imprensa local, contribuindo assim para a disseminação dos ideais e esclarecimento de boa parte da população regional, tivemos também a colaboração dos órgãos responsáveis pelo transito, que liberaram as ruas para a passagem do manifesto como também garantiram o livre tráfego dos veículos que participavam como podiam, com gritos de incentivo e buzinadas.
Sacrifícios voluntários a parte, missão cumprida (e bem cumprida, modéstia parte). Mesmo estando em uma zona de conforto nesse momento, sendo o curso de administração um dos poucos (pra não dizer únicos) que não compõem a lista dos reclamantes por quaisquer que sejam os motivos, contribuir para uma causa que amanhã pode ser minha diretamente, faz toda a diferença. De volta à realidade, tivemos o início de um momento nada agradável que é o retorno e aprofundamento da matemática na sua melhor forma dos tempos de colégio (eu falei melhor? puff) estando apenas com a nomenclatura alterada, continua sendo um pesadelo pra muitos(incluindo-me), com seus problemas, regras, fórmulas, teoremas e etc. Agora vamos a pergunta que não quer calar “então, porque administração?” a resposta hoje seria, “por tudo que sobra quando se exclui a matemática.” Agora há de se concordar que é uma baita ironia, após essa declaração de “desamor” a única disciplina de Matemática desse semestre, que é a Aplicada à Administração, ser a única de sexta-feira, dia em qual todos os estudantes do centro de ciências exatas do campus têm livre nos seus horários semanais, exceto os calouros, isso sim é começar com o pé direito...Pé esse que continua inteiro e em perfeito estado, após não ter participado da carnificina que foi o racha que ilusoriamente achávamos que ia ser da sala, até porque no horário que havia sido reservado por nos do 1º semestre já estava sendo utilizado por outros alunos de outros períodos do campus (e todos devidamente equipados, de tênis, meiões...) por motivos de segurança e preservação da vida social, preferi adiar minha estréia nas peladas semanais, alegando despreparo de material, apesar de toda insistência e vontade de jogar (ou tentar) fiquei na arquibancada, assistindo, comentando e rindo com os outros que se encontravam na mesma situação, vai-se saber se os motivos são reais ou são aliados a fatores mais fundamentais, como os meus. Pouco depois, descobri que a festa que ia ter em um dos clubes daqui da cidade não parecia tão interessante ou tentadora as minhas companhias quanto era pra mim, urbano, hiperativo, que conta os segundos pro fim de semana, adora uma boa farra, com ou sem bebidas, mas que o importante seja a diversão, e quanto mais, melhor. Enfim, seja por falta de companhia ou desestimulos alheios, a vontade de ir à uma festa ficou acumulada como a mega sena para este final de semana, que já conta com a promessa de descontar a perdida e o agravante de ser a calourada geral da UFPI. Até o próximo POST com boas (ou frustrantes) histórias.


