terça-feira, 29 de março de 2011

Manifesto e outras queixas...

                                                                                       Manifesto UFPI 2011


Só Deus e eu sabemos o quanto foi difícil pra mim escrever esse POST, depois de tanto ter que lutar contra a preguiça para que isso fosse possível, principalmente depois do final de semana de repouso involuntário, resumido a filmes, leituras e muita, muita preguiça. Mas como não podia quebrar a promessa e deixar-nos na mão, a disposição chegou e todos viveram felizes para sempre...


O esperado fim de semana teve inicio de maneira até que agitada, o que de certa forma acabou alimentando ilusoriamente as minhas perspectivas de dar inicio ao processo de exploração e socialização integral nessa cidade. Antecedida por uma quinta-feira “chuvosa” responsável pela falta de energia temporária no campus e no bairro, que acarretou a suspensão da segunda aula pelo próprio professor, proporcionando uma espécie de recreio extra e as escuras, onde só as luzes dos celulares orientavam, na atrasada, mas agradável apresentação da turma de administração 2011.1. A sexta-feira também trazia algumas opções de programas, o primeiro deles foi o encerramento dos protestos idealizado pelos estudantes de psicologia da UFPI, que teve inicio com a paralisação das atividades e diversos manifestos desde o começo da semana e organizou uma caminhada que contou com a participação de vários estudantes de vários cursos da UFPI, juntamente com alguns cursos da UESPI, que juntos reivindicavam melhorias nas estruturas físicas e educacionais das instituições, uma causa nobre e um motivo plausível, saímos da UFPI até a Praça da Graça (centro), o que dá uma média de 3,5 km (Google) o clima infelizmente em nada se assemelhava ao da noite anterior, iniciou às 10 da manhã (o que aqui na Parnaíba é equivalente um forno em temperatura média) e teve fim por volta de meio dia, por ai, com direito a vasta cobertura da imprensa local, contribuindo assim para a disseminação dos ideais e esclarecimento de boa parte da população regional, tivemos também a colaboração dos órgãos responsáveis pelo transito, que liberaram as ruas para a passagem do manifesto como também garantiram o livre tráfego dos veículos que participavam como podiam, com gritos de incentivo e buzinadas.  
Sacrifícios voluntários a parte, missão cumprida (e bem cumprida, modéstia parte). Mesmo estando em uma zona de conforto nesse momento, sendo o curso de administração um dos poucos (pra não dizer únicos) que não compõem a lista dos reclamantes por quaisquer que sejam os motivos, contribuir para uma causa que amanhã pode ser minha diretamente, faz toda a diferença. De volta à realidade, tivemos o início de um momento nada agradável que é o retorno e aprofundamento da matemática na sua melhor forma dos tempos de colégio (eu falei melhor? puff) estando apenas com a nomenclatura alterada, continua sendo um pesadelo pra muitos(incluindo-me), com seus problemas, regras, fórmulas, teoremas e etc. Agora vamos a pergunta que não quer calar “então, porque administração?” a resposta hoje seria, “por tudo que sobra quando se exclui a matemática.” Agora há de se concordar que é uma baita ironia, após essa declaração de “desamor” a única disciplina de Matemática desse semestre, que é a Aplicada à Administração, ser a única de sexta-feira, dia em qual todos os estudantes do centro de ciências exatas do campus têm livre nos seus horários semanais, exceto os calouros, isso sim é começar com o pé direito...Pé esse que continua inteiro e em perfeito estado, após não ter participado da carnificina que foi o racha que ilusoriamente achávamos que ia ser da sala, até porque no horário que havia sido reservado por nos do 1º semestre já estava sendo utilizado por outros alunos de outros períodos do campus (e todos devidamente equipados, de tênis, meiões...) por motivos de segurança  e preservação da vida social, preferi adiar minha estréia nas peladas semanais, alegando despreparo de material, apesar de toda insistência e vontade de jogar (ou tentar) fiquei na arquibancada, assistindo, comentando e rindo  com os outros que se encontravam na mesma situação, vai-se saber se os motivos são reais ou são aliados a fatores mais fundamentais, como os meus. Pouco depois, descobri que a festa que ia ter em um dos clubes daqui da cidade não parecia tão interessante ou tentadora as minhas companhias quanto era pra mim, urbano, hiperativo, que conta os segundos pro fim de semana, adora uma boa farra, com ou sem bebidas, mas que o importante seja a diversão, e quanto mais, melhor. Enfim, seja por falta de companhia ou desestimulos alheios, a vontade de ir à uma festa ficou acumulada como a mega sena para este final de semana, que já conta com a promessa de descontar a perdida e o agravante de ser a calourada geral da UFPI. Até o próximo POST com boas (ou frustrantes) histórias.

quarta-feira, 23 de março de 2011

"surpresas"



Nunca mais prometo que vou escrever todos os dias, infelizmente já deu pra perceber que isso não é tão possível como em teoria parece ser, espero que entendam e assim como eu, tornemo-nos leitores mais atenciosos e tolerantes com os blogs da vida.  Até porque, se eu já bem entendi o espírito do negócio, o interessante é tentar extrair o que eu conseguir para compartilhar e registrar em uma espécie de diário, mas sem todos os detalhes desnecessários sobre coisas mais desnecessárias ainda, logo, visando conseguir dar uma boa lapidada nos dias e suas peculiaridades, terei que economizar nos POSTS

Acertei quando cogitei a hipótese de que o fim de semana não seria tão entediante assim, e realmente não foi. As surpresas já começaram na volta do bom e divertido açaí no sábado à noite, quando descobrimos um ensaio de um grupo junino aqui da cidade, muito bacana, segundo a noiva da quadrilha, eles começam a se preparar desde setembro pros festejos de junho, o que justifica tanta organização, capricho e beleza, realidade da maioria desses grupos. Entre algumas outras atividades, um almoço num restaurante no mínimo duvidoso, que tem uma comida de origem também duvidosa, mas de bom gosto, algumas idas ao supermercado, onde em uma delas eu descobri que aqui no Piauí eles continuam comercializando PITCHULA, o que me comoveu de uma forma bastante nostálgica, tanto que tive que registrar com uma(s) foto(s) para não perder isso da memória novamente e a esperada e difícil ida à praia, sem a qual eu ainda nem tava conseguindo me considerar morador de uma cidade litorânea, até porque aqui na Parnaíba, o clima é bastante confuso (apesar de o calor permanecer constante) uma hora um calor vulcânico, outra hora uma mini-tempestade, que ocorre em momentos tão repentinos quanto os relâmpagos e trovões que os acompanham.  A praia em muito me surpreendeu, apesar de tranqüila em relação às de Fortaleza, possui umas estruturas de barracas bem semelhantes, porém em tamanhos e números reduzidos, na que a gente resolveu ficar, somada com a do lado, representavam quase que toda a ocupação das barracas da praia, com direito a seresta ao vivo e tudo (como se fosse muita coisa) um atendimento não muito urgente e um quiosque de crepe que fez a minha alegria. O tempo passou quase voando, como geralmente acontece na praia, principalmente quando chegamos depois do meio dia, uns camarões comprados de um ambulante, servidos dentro de um saco de “din-din”, alguns cocos tomados, muita conversada jogada fora, encontros casuais com alguns rostos já conhecidos, um bom e velho mergulho no mar, com direito a muitos risos, poucas ondas (frustrando os planos de praticar surf) e uma inveja saudável do estado de conservação física da praia, quando lembrei algumas de fortaleza que já estão até impróprias pra banho, o que talvez só venha a ser uma lástima por alguns, no futuro, ou quando se tiver contato com outras realidades e observar que tanta perca só ocorreu graças a nossa própria displicência e/ou ignorância, enfim, um desabafo, acompanhado de um desejo. Retornamos quase à noite, com um cansaço físico de quem tinha carregado toneladas durante o dia, o que fez com que fossemos dormir em horário recorde de tão cedo, até porque, Matheus, Mayara e Rebeca, tiveram aula na segunda de manhã, o que contribuiu ainda mais com o adormecer antecipado do apartamento 214, garantindo paz e tranqüilidade aos nossos vizinhos pelo menos nessa data.
A semana até agora tem se mostrado bastante comum em relação a passada,             só não tenho ido ao centro quase que diariamente e já conheci algumas pessoas do meu curso, temos um racha  marcado pra sexta-feira depois da aula, que só confirmei presença depois que todos os “jogadores” confessaram sofrer do meu mesmo mal de falta de habilidade que me aflige e que  o importante é integrar e divertir nessa cidade sem grandes atrativos de entretenimento que é Parnaíba, mas que felizmente já possui alguns eventos programados, alguns sendo preparados, como a nossa calourada de Administração, que ainda não tem data nem locais definidos, mas só a idéia de ela acontecer,  já dá animo pra manter o espírito de novidade, que continuam cercando os dias assim como todas as descobertas que tenho durante eles e cá entre nos, espero que não acabe nem tão cedo.

sábado, 19 de março de 2011

A semana e a prévia do fim dela



Conforme esperado, a internet finalmente foi instalada aqui no apartamento, já consegui até fazer o primeiro POST, o que pode ter atrasado alguns dias, mas espero que esse problema não seja mais utilizado como desculpa por mim, promessa. Da mesma forma o dia de hoje caracteriza-se em um sábado bastante ensolarado, assim como todos os outros dias, exceto o da chegada (acho que São Pedro tava tentando me dar esperanças sobre o clima da cidade de alguma forma) pra quem não sabe to morando no Piauí, portanto essa informação já é auto-explicativa pra quem acompanha as previsões do tempo ou já esteve por aqui.

A semana foi mais universitária do que eu esperava, acho que o fato de a gente morar a um quarteirão do Campus, de as principais refeições diárias serem feitas lá, pois ainda só contamos com um microondas e uma sanduicheira compondo a cozinha, mas pincipalmente por ter sido responsável por quase toda atividade externa que fizemos, excluindo as idas ao cachorro quente daqui de frente quase que sempre, as duas idas ao centro, a primeira pra comprar um caderno e o resto do material didático (acreditem se quiser, passei dois dias da semana escrevendo em uma agenda que eu tinha trago) e a outra pra adquirir uns tapetes, que apesar de parecer desnecessário (e realmente serem), principalmente quando lembra-se o fato de não termos, onde dormir permanentemente, onde cozinhar, ou conservar os alimentos...
(pausa dramática para reflexão)
...sem os mesmos, não nos sentiríamos bem por sermos o único apartamento do corredor sem um belo tapete na porta, futilidades a parte ”o que está feito, está feito”.
A universidade em quase nada difere do imaginado e vivido anteriormente, muito pelo contrario, é tão familiar, que nem parece que to em outra cidade, as pessoas são tão receptivas quanto às de Fortaleza, talvez um pouco mais educadas, pelo menos no quesito trânsito, atravessar uma rua de grande trafego pela faixa de pedestres sem a necessidade de um semáforo, não sendo na Beira Mar, Iguatemi ou aeroporto não me parece tão familiar assim. Ainda não deu tempo de conhecer muita gente do curso, nem do campus no geral (to aproveitando a nova fase pra tentar não ser tão dado e entrosado) acho que o fato de administração ser um curso noturno e a grande maioria serem em período integral o lance da socialização em massa, vai ficar pro resto do semestre. Os primeiros contatos com os companheiros de sala até que tão sendo interessantes, tendo em vista que nós do apto 214 não conhecemos os atrativos da cidade e o fim de semana já chegou, existe a esperança de uma ida a praia amanhã e a ‘badalada’ Choperia mais tarde. As aulas e os horários estão quase todos acontecendo conforme os planos, diferente de alguns outros cursos, (inclusive os do pessoal do apartamento) vale ressaltar a qualidade dos professores e das aulas ministradas.
  Agora já no fim do dia, Mayara e eu vimos um filme ( o resto abandonou o projeto graças a baixa qualidade do audio) que eu já tinha comprado fazia tempo em Fortaleza, mas nunca tinha tido ânimo pra ver, ‘não me abandone jamais’ um bom filme, com uma caixa de Charge e essa chuva que tá caindo aqui, todos os outros planos e programas já foram cancelados, ou melhor, trocados por ‘esquizofrenia’ (outro filme que trouxe), um macarrão instantâneo preparado no microondas, apresentado pela Rebeca e uma promessa de praia amanhã, quem sabe esse fim de semana não me surpreende e seja o oposto de entediante, aliás a sugestão de um Açaí, lá bem longe segundo o Matheus, como janta já dão prova disso, afinal  vivenciar historias (des/in)teressantes pra compor isso aqui, é um dos principais objetivos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Enfim, um começo...


  Começo hoje, junto ao início de uma nova etapa da minha vida, esse blog. Depois de muito relutar e prometer, finalmente, consigo acreditar que existe algo de interessante para compartilhar com alguns, não que antes não houvesse infinitas coisas de longe mais dignas de serem escritas aqui do que isso, mas sempre esperei o momento ideal para dar inicio a um projeto que pretendo me dedicar e aperfeiçoar com o passar do tempo, e quem sabe um dia eu consiga tornar isso uma necessidade diária, para sorte de uns e azar de muitos, esse é o plano, é tanto que nesse momento, nem consigo organizar as idéias de uma forma linear e organizada pelo menos o suficiente para que esse seja um blog legível e a minha expectativa e receios não tenham sido em vão. Só agora, escrevendo, consigo entender que o “por onde tudo começou” não seja tão simples assim de se identificar, não quando as coisas acontecem de uma forma que nem você mesmo consegue enumerar, nesse caso fica sendo a segunda feira dia 14 de Março de 2011, a data referencia do início de tudo e a cidade de Parnaíba-PI como cenário desse primeiro POST.  

  Várias paradas realizadas, algumas idas ao banheiro, 2 capítulos de um livro recém-comprado lidos, mas que o sono e o balançar do veículo não me deixaram dar continuidade,uma grande saudade declarada de um cobertor esquecido no bagageiro externo,mas nem de longe maior  que a de todos que ficaram na cidade de origem, em especial os vistos por ultimo, como as irMÃES (duas pessoas na qual eu devo até minha vida, que como o próprio apelido diz, são irmãs de fato que se somam a uma mãe, totalizando 3 amores inefáveis e pra toda vida),e os AMIGOS (no Caps Lock mesmo, com toda a ênfase necessária e possível)  companheiros de grandes aventuras, momentos, registrados ou não em inúmeras fotografias, inclusive no previsto  embarque urgente e caótico, mas não menos cômico e memorável do que quase todas as histórias vividas ao lado deles, e assim,  por volta de 8 horas da manhã, desembarquei em Parnaíba-PI, tendo partido de Fortaleza-Ce às 22:30 da noite anterior, não posso dizer que tenha sido uma longa viagem, já que percorri o trajeto quase que totalmente dormindo, mas também não fora um curto percurso, tendo em vista que cheguei aqui com um cansaço digno de uma noite de insônia. Debaixo de uma leve e demorada chuva, tomei um taxi na rodoviária que superfaturou a corrida ao perceber que eu não era nativo, mas sem o qual eu não teria chegado em tão curto espaço de tempo, seco e com toda aquela bagagem em bom estado. Ao chegar a nada agradável surpresa de não lembrar o numero do apartamento, o que me impossibilitou de tocar o interfone, pelo menos até o zelador, me dar uma pista de que achava ser o 206, e graças ao bom Deus, era. Cheguei e encontrei o AP mais equipado do que esperava, porém menos do que devia estar, Mayara e Rebeca, apesar de estarem com cara de quem tinham sido chateamente acordadas, não foram menos simpática que o de costume e logo trataram de se mostrar bastante prestativas, inclusive,  Rebeca  me emprestou por tempo indeterminado uma rede, já que eu tinha esquecido de trazer onde dormir, o que me livrou de dormir no chão, durante esses dias.  Depois de me acomodar no quarto que já estava também ocupado com as coisas do meu outro colega de AP, que já estava em aula, totalizando 4 moradores, fomos tomar café já que a cozinha ainda está em fase de criação (sem geladeira e fogão), todos juntos, planejamos e executamos o roteiro do dia, que incluiu almoço no R.U (muito bonzinho por sinal) ida ao centro para a compra de alguns utensílios que estavam em desfalque, inclusive um chip com o cód. daqui, visita ao cinema, cepisa, supermercado, jantar no R.U, a primeira aula do semestre, sociologia aplicada a administração, seguido a notícia que o outro professor do dia só vai retornar as atividades no dia 28, por motivos de ‘doenças’ (aquelas coisas de Par...is) heuiahoe, fui fugido até uma lan house (não ia conseguir dormir sem saber o que se passava na minha antiga realidade), é, ainda não instalaram a internet, mas to torcendo pra que até sexta, eu tenha uma maior comodidade pra administrar minhas redes sociais e meu novo e já estimado blog, enfim, esse foi apenas um resumo do resumo do grande primeiro dia que precede um semestre inteiro (se Deus quiser), que venham a administração, a UFPI, Parnaíba e todas as historias que me esperam nessa nova etapa =)